Evite comparações com as mulheres dos seriados de TV
Aquelas belíssimas mulheres dos comerciais de televisão ajudam a vender produtos e podem deixar algumas mulheres insatisfeitas consigo mesmas. Segundo uma pesquisa recente, isto também ocorre se a mulher for a Jennifer Aniston, a "Rachel", do seriado "Friends"
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Como você se sente ao se comparar com aquelas belíssimas mulheres, altas e magras dos comerciais de televisão? Se você fica meio mal, não se preocupe. Muitas mulheres se sentem assim e talvez seja esse mesmo o objetivo das propagandas: fazer com que você se compare com elas e se transforme em uma delas, obviamente comprando os produtos anunciados. Shampoos, “shakes” e aparelhos de ginástica. Até aí tudo bem. Mas e se a comparação for com uma mulher bonita e magra de um seriado cômico de TV como, por exemplo, a Jennifer Aniston, a “Rachel” do seriado “Friends”. Os episódios do dito programa não estão ali para vender nada, mas apenas para entreter. Daí que, em tese, você não deveria se sentir desvalorizada, dando umas gargalhadas, dos encontros e desencontros amorosos, de um bando de adultos americanos. Mas, infelizmente, foi isso que ocorreu com as 76 mulheres canadenses, com idade média de 20 anos que participaram de uma pesquisa sobre o impacto do seriado “Friends” sobre o grau de satisfação com a própria aparência. A explicação para o fato reside no chamado processo de comparação social, cuja dinâmica é basicamente inconsciente. A idéia é que diante de uma imagem de uma imagem de uma mulher muito atraente, a pessoa faz automaticamente uma comparação, digamos, para cima ou num nível, além do habitual. Resultado, ela se desaponta consigo mesma. Obviamente, que se ela já estava desapontada com o seu corpo, valoriza muito a questão estética e passa o dia na frente da TV se comparando, isso é ainda pior. Ou seja, mais decepção com a própria aparência. Mas apesar de inconsciente, este processo pode ser minimizado por processos conscientes incluindo aí o uso de intervenções criadas para esta finalidade. Nesta pesquisa, uma intervenção se baseava na discussão dos esforços irreais dos produtores e atrizes para obtenção daquele padrão pouco comum de beleza foi efetiva e ajudou as participantes a se sentirem melhor. Ou para ser mais preciso, “menos mal”. É possível que o tema apesar de curioso, seja irrelevante para muitas mulheres que não tem tempo de ver TV. Mas se este não é o seu caso, e você anda se sentindo feia e gorda ao assistir “Friends” ou comerciais com mulheres maravilhosas, vai aí a minha dica: mude de canal ou desligue a televisão. (Want et al, 2009. Sex Roles)
Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 17h09
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