Honestidade: a explicação está no funcionamento cerebral?
Compreender o que leva uma pessoa a se comportar honestamente é uma tarefa complicada. Mas, um estudo recente investiga uma curiosa explicação: o funcionamento cerebral
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O que faz as pessoas se comportarem honestamente quando elas tem a possibilidade de serem recompensadas economicamente por atitudes desonestas ?. A resposta a esta indagação deve interessar todas as pessoas em geral, mas, particularmente, as mulheres que procuram seu par e consideram a honestidade um pré-requisito fundamental. Pois bem, um estudo científico realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, se propõe a responder esta questão usando sofisticada técnica de imagens cerebrais e um curioso tipo de experimento. Mas antes, uma breve revisão do que se pensa sobre o assunto.
Pesquisas que abordam a interação entre autocontrole e comportamentos automáticos por ocasião da tomada de uma decisão sugerem duas hipóteses. A primeira é que a honestidade resulta da resistência ativa de ceder à tentação, o que se encaixa com a idéia de controle por meio de processos cognitivos que possibilitam a obtenção da satisfação num momento posterior. Mas não imediatamente. A outra é que a honestidade resulta da ausência de tentação, o que reforça a tese de que os processos automáticos de tomada de decisão e de comportamento dependem da presença ou ausência destes processos automáticos. Ou seja, a pessoa tem ou não tem este tipo de funcionamento.
Na pesquisa em questão foi elaborado um tipo de jogo no computador onde os 35 participantes recebiam recompensas financeiras por seus acertos. Como o jogo se baseava em apostas e cálculo de probabilidades era possível estimar quando os jogadores estavam agindo desonestamente. Os pesquisadores elaboraram uma “historiazinha” para justificar que o comportamento desonesto era um sub-produto do jogo e seria, vamos dizer assim, aceitável. Os participantes também se submeteram a uma ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral. Sem entrar nos detalhes técnicos das análises das imagens obtidas e mesmo nas limitações deste tipo de investigação, o que vai interessar e gerar polêmica são os resultados. Indivíduos que se comportam honestamente não exibiam atividades adicionais de controle quando escolhiam este tipo de comportamento. Por outro lado, indivíduos que se comportavam desonestamente exibiam aumento das atividades cerebrais de controle, quando decidiam agir desonestamente. Isto também ocorria nas ocasiões em que se seguravam para não serem “trambiqueiros”. Incrível.
Bem, se a moda pega, dentro em breve as mulheres vão cobrar dos candidatos a futuro parceiro uma pequena lista que incluirá: muito amor, carinho, apoio, dedicação e uma ressonância magnética. (Greene & Paxton, 2009. PNAS)
Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 00h06
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