Jovens adolescentes: um em cada seis fuma

Tabagismo em adolescentes é um assunto complicado que muitos pais não sabem como enfrentar. Um recente estudo nacional dá uma dimensão do problema, em jovens com menos de 16 anos e revela que, infelizmente, as meninas fumam mais do que os meninos
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Os resultados de um estudo brasileiro sobre o tabagismo em jovens adolescentes vão esquentar a cabeça dos pais, e em particular das mães, preocupadas com o problema. Entre 2002 e 2004, quase 3700 crianças, com idades entre 13 e15 anos, estudantes da sétima e oitava séries do ensino fundamental e do primeiro ano médio, de escolas públicas e privadas foram investigadas quanto ao hábito de fumar. As crianças eram residentes das cidades de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Os resultados são alarmantes.
Em Florianópolis e Curitiba, a porcentagem de jovens fumantes variou de 10 a 12.5%. Mas em Porto Alegre esta cifra chegou a 17.5%. É ou não e para deixar qualquer um de queixo caído. O estudo aponta ainda outros dados interessantes e igualmente preocupantes. O primeiro é que as meninas estão fumando mais do que os meninos, na proporção de 3 para 2. Este resultado reflete em parte, a estratégia da indústria de tabaco de desenvolver propagandas voltadas para os anseios femininos, nas diferentes etapas da vida. A indústria do cigarro vende para estas jovens uma imagem de independência, liberdade e autoconfiança. Claro que eles vendem, mas não entregam. E o numero de meninas fumantes aumenta.
Outro aspecto é a constatação de que um fator fortemente associado ao habito de fumar nesta faixa etária e ter amigos fumantes, para não falar da exposição da fumaça do cigarro em casa e mesmo fora de casa. Mas é isto aí, jovens fumantes se inspiram nos amigos fumantes. Como diriam alguns vovôs e vovós é a tal da má-companhia. A esta altura alguns devem estar pensando, o que fazer?.
Para pais que, como eu, consideram o tabagismo dos filhos uma desgraça e que já usaram e abusaram da estratégia do diálogo, sem sucesso, eu imagino que exista ainda uma solução tão antiga quanto radical, que não vai agradar a todo mundo, mas que pode dar certo: conversar menos e castigar mais. (Hallal et al. 2009. Rev Saúde Pub)
Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 21h32
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