Mulher obesa tem mais problemas sexuais do que homem obeso
As dificuldades sexuais das pessoas obesas é menos estudada do que outros aspectos clínicos da saúde. Um estudo americano compara a sexualidade de homens e mulheres obesas.
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A obesidade é um problema crescente em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. Além de diversas complicações clínicas, pessoas obesas, freqüentemente, experimentam problemas de estigmatização, discriminação e preconceito. Natural que possam hesitar em discutir temas sensíveis, como funcionamento sexual, até mesmo com um profissional da saúde. Entender como anda a sexualidade destas pessoas é uma etapa prévia importante para paientes e médicos.
Um estudo americano realizado na Carolina do Norte procurou avaliar o funcionamento sexual de 91 homens e 134 mulheres obesas, que se inscreveram para um programa de perda de peso, usando um questionário já validado sobre funcionamento sexual. Os participantes tinham idades entre 18-65 anos e Índice de Massa Corpórea entre 30-50. Os pesquisadores constataram pontuações mais baixas para as mulheres do que para os homens, indicando que a função sexual da mulher obesa é pior do que a do homem. Para se ter uma noção da dimensão do problema, as pontuações dos homens estivam entre aquelas de um grupo de sobreviventes de câncer e de um grupo da população, em geral. Já para as mulheres os escores estavam abaixo de todos estes grupos. Uma dado importante, o aumento do Índice de Massa Corporal se associou com piora de certos domínios da função sexual, tal como, por exemplo, a excitação. E para quem estava sem vida sexual recente, as auto-avaliações da sexualidade eram também piores.
Para explicar a píor performance da mulheres obesas, os autores destacam que neste grupo, havia mais homens casados do que mulheres casados. Moral da história, para aqueles que reclamam das agruras do casamento, neste caso, é melhor estar acompanhado do que só. (Kolotkin et al. Sexual Functioning in Obese Adults Enrolling in a Weight Loss StudyJournal of Sex & Marital Therapy, 37:224–235, 2011)
Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 13h08
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