Blog do Dr. Alexandre Faisal

26/05/2014

Ter companheira(o) é tão importante quanto quimioterapia para sobrevida após câncer

O prognóstico e a sobrevida após o diagnóstico de câncer dependem de vários fatores. Um estudo americano avalia se o estado marital é um deles

Na sua opinião, em termos de saúde, para quem é mais importante ter uma parceria conjugal ? Clique aqui para votar

          Os indivíduos que reclamam das agruras e durezas do casamento vão ter que rever seus conceitos. Principalmente se forem homens. Um estudo americano publicado no “Journal of Clinical Oncology” mostra que ser casado é tão protetor e importante quanto quimioterapia nos cuidados de pacientes com câncer. Isso mesmo; as pessoas casadas que são portadoras de diferentes tipos de câncer têm menor chance de receberem um diagnóstico de metástase no início do tratamento, maior chance de receberem tratamento definitivo, tal como cirurgia ou radioterapia e finalmente, menor chance de vir a morrer. O estudo avaliou dados de mais de 700 mil casos de câncer, seguidos, em média, por 3 anos.

         O objetivo do estudo foi avaliar o impacto do estado marital sobre a sobrevida das pessoas que sofriam de um dos 10 tipos de câncer mais freqüentes nos Estados Unidos, incluindo também o câncer de mama e de ovário para as mulheres e câncer de próstata para os homens. E o resultado mais animador mostra uma redução da mortalidade que variou de 12 a 33%, dependendo do tipo de câncer. Para câncer de mama a redução da mortalidade foi de 22%. A explicação dos efeitos positivos da presença de um parceiro/parceira está, essencialmente, no suporte social, que pessoas com câncer recebem dos respectivos parceiros e que é mais evidente para o apoio recebido pelos homens das suas esposas e companheiras. Possivelmente, elas, as mulheres encorajam seus parceiros a procurarem atendimento médico precocemente, quando surgem os primeiros sintomas, a optarem por um tratamento definitivo, cirúrgico ou radioterápico e, principalmente, a aderirem às recomendações dos médicos. Enfim, as mulheres cuidam dos seus parceiros ou não permitem que eles se descuidem.

         

          Como se vê, pelo menos neste caso, está comprovado cientificamente que ser casado é muito melhor (Aizer et al. Marital status and survival in patients with cancer. Journal of Clinical Oncology 31(31):3869-3876, 2013).

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 22h06

17/05/2014

Casamento infantil: Brasil vai mal no ranking mundial

 

O seqüestro de crianças na Nigéria remete também ao sério problema do casamento infantil. Um editorial e uma organização internacional abordam as estatísticas mundiais deste drama ainda sem solução

Você sabe quais são os países que lideram o ranking de casamentos infantis ? Clique aqui para votar


          O seqüestro de 200 meninas na Nigéria pelo grupo islâmico radical Boko Haram trouxe à tona o grave problema mundial do casamento de meninas. Um editorial e uma organização internacional mostram dados impressionantes. Em 2011, a Organização das Nações Unidas definiu o dia 11 de outubro como o dia da menina e um dos temas principais era o fim do casamento de crianças, que é uma afronta aos direitos humanos. O casamento infantil é um evento traumático para meninas que acaba com a sua infância, interrompe seu progresso educacional, ameaça sua integridade física e até leva à morte. Casamento infantil é definido como união marital antes dos 18 anos. Estimativas mundiais indicam que 1/3 das meninas casam antes de 18 anos e, 1/7, antes dos 15 anos. Isso resulta em pelo menos 10 milhões ou mais de casamentos infantis por ano.

          Um estudo prévio da UNICEF estimou que a porcentagem de meninas entre 20 e 24 anos que haviam se casado antes dos 18 anos. Vejamos os resultados deste nefasto ranking mundial. No topo da lista com mais de 60% estão os seguintes países: Níger, República Centro Africana, Chade e Bangladesh. Na América Latina Bolívia, Equador, Colômbia tem taxas ao redor de 22% e, logo abaixo, Peru e Paraguai tem taxas de 18%. Infelizmente, o Brasil vai muito mal neste aspecto, com 36% de prevalência de casamento antes dos 18 anos e, pior ainda, 11% de casamentos antes do 15 anos de idade. Felizmente, existem esforços internacionais para acabar com casamento infantil. Um deles é uma parceria global entitulada “Garotas não Noivas” (Girls Not Brides), com mais de 300 organizações civis. Eles procuram divulgar o assunto, conscientizando às pessoas da magnitude e do impacto do problema, além de angariar suporte para as possíveis soluções. Por meio do site (www.girlsnotbrides.org) é possível conhecer estatísticas de diversos países, conhecer as leis e avanços no enfrentamento do problema.

           Cabe destacar que existem leis em muitos países proibindo o casamento antes dos 18 anos. Leis que são muitas vezes infringidas. O editorial e a entidade concordam que a educação é a principal arma para reduzir o casamento infantil. É ela que dá poder a menina e permite seu crescimento pessoal. Estatísticas mostram que nos países pobres a menina estuda 7 ou 8 anos, mas a menina casada recebe em média 4 anos de estudo. Ou seja, a educação atrasa o casamento e não permite que o casamento atrase ou acabe com a educação. (Svanemyr  et al. Preventing child marriages: first international day of the girl child "my life, my right, end child marriage" Reproductive Health 2012, 9:31)

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 17h43

10/05/2014

Ter filhos promove o bem estar e felicidade da pessoa?

No dia das mães, muitas mulheres sem filhos podem se questionar sobre seu bem estar e felicidade. Um estudo americano avalia se casais sem filhos são mais ou menos felizes

No que concerne ao bem estar e felicidade, em relação aos casais com filhos, casais sem filhos são ....... ? Clique aqui para votar

         Na sua opinião, conviver com crianças melhora ou piora seu bem estar e felicidade?. A questão, ao mesmo tempo polêmica e difícil de ser respondida sem o viés da paixão, foi o tema de uma publicação do importante periódico PNAS. Os pesquisadores analisaram na primeira parte da pesquisa dados de mais de 1.7 milhões de adultos americanos. E para os leitores e ouvintes que estão esperando uma resposta simples, do tipo “melhora ou piora”, os resultados são uma absoluta surpresa. Vamos a eles. Primeiro, na comparação com pessoas sem filhos, pais expressam mais emoções e sentimentos positivos, mas vivenciam, obviamente, mais estresse.

         Segundo, e aí vem a surpresa, os indivíduos que se tornam pais apresentam certas características, tais como melhor nível de escolaridade e de saúde, que justificam o bem estar na relação com os filhos. Quando estas características são controladas na análise, ter filhos ou conviver com crianças deixa de ser importante para  a felicidade da pessoa. Para os autores, a explicação para este dado está no fato de que as pessoas, homens e mulheres, que desejam ter filhos, antevêem ou antecipam os custos e benefícios desta experiência. E como tal, ficarão bem ou felizes, convivendo com os filhos. Ou seja, os filhos fazem parte de um projeto de vida, que já vai bem.

          Mas eles especulam que o mesmo raciocínio vale para as pessoas que optam por não tê-los. Elas também fazem estes cálculos e entendem que a felicidade não está necessariamente na convivência com filhos. Bem da próxima da vez que lhe perguntarem se os filhos aumentam sua felicidade responda com tranqüilidade “depende”. (Deaton & Stone. Evaluative and hedonic wellbeing among those with and without children at home. PNAS 111(4):1328-33, 2014)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 15h51

06/05/2014

Após 50 anos, apenas 53% das brasileiras classificam a vida sexual como ótima/boa

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sexualidade feminina, após os 50 anos, sofre grandes mudanças. Um estudo nacional avalia como as mulheres classificam suas vidas sexuais  

Você acha que após os 50 anos a vida sexual da mulher ........ ? Clique aqui para votar

            Todos nós sabemos que a sexualidade humana é influenciada por variáveis biológicas e psico-sociais. No entanto, na comparação com o homem, a sexualidade feminina é mais marcada pelas transformações físicas das diferentes fases da vida. Na menopausa, por exemplo, as mudanças hormonais tendem a prejudicar a atividade sexual das mulheres. Levando isso em conta, um estudo nacional procurou avaliar a prevalência de vida sexual em mulheres com 50 anos ou mais de idade, além de compreender a autopercepção em relação à vida sexual. Assim pesquisadores da UNICAMP, realizaram um estudo de base-populacional, por meio de autorrelato em pesquisa domiciliar, envolvendo 622 mulheres brasileiras. Eles coletaram diversas informações sócio-demográficas e sobre estilo de vida e definiram a autopercepção da vida sexual como muito boa, boa, regular, ruim ou muito ruim. Os resultados surpreendem, a começar pelo fato de que 622 mulheres participantes da pesquisa, apenas 36,7% relataram ter vida sexual e, destas, 53,5% classificaram-na como muito boa ou boa, enquanto 46,5% consideraram-na regular, ruim ou muito ruim. Quanto aos fatores associados com autopercepção negativa da vida sexual destacaram-se estar na pós-menopausa e usar remédios naturais para tratamento da menopausa.

         Esta associação se manteve após controle de outras variáveis tais como obesidade e idade da mulher. Para os autores a pior autopercepção da vida sexual associada com o uso de remédios naturais para o tratamento da menopausa reforça a necessidade de tratamentos mais efetivos dos sintomas climatéricos. E, de fato, existem algumas dúvidas sobre a eficácia dos tratamentos ditos naturais e mesmo das isoflavonas para queixas da menopausa. Principalmente no caso das queixas sexuais. Mas vale mencionar que nesta amostra apenas 16% das mulheres usavam remédios naturais, o que limita este tipo de achado.

       Como se vê, se a sexualidade feminina após os 50 anos é mesmo mais complicada, pelo menos as mulheres não escondem isso de ninguém. (Valadares et al. Auto percepção de vida sexual e fatores associados: estudo populacional em mulheres com 50 anos ou mais. RBGO 2013, 35(7):295-300) 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 10h17

29/04/2014

Piercing genital é incomum entre jovens universitárias brasileiras

Os cuidados com os genitais femininos mudaram nas últimas décadas. Um estudo nacional avalia o uso de piercing, tatuagens e outras práticas em jovens universitárias. 

Você usa (ou usaria) piercing genital ? Clique aqui para votar

 


 

 

 

         O assunto é cercado de tabu, mas tem claras implicações médicas: a mudança recente dos cuidados com a região genital. Mulheres de todas as idades, mas, sobretudo, as jovens usam vestimentas, tatuagens e adornos que podem se associar com maior risco de infecção e até interferir na atividade sexual. Em particular, o uso de piercings, colocado às vezes, nos grandes lábios. Isso sem contar novas modalidades de depilação. Mas estudos sobre o tema são incomuns. Um estudo nacional realizado em Campinas procurou preencher esta lacuna, descrevendo as práticas e cuidados com a área genital de 364 estudantes universitárias. Elas tinham idade média de 21 anos. Por meio de questionário eles avaliaram o uso de roupas íntimas, piercings corporais, tatuagens, depilação e até de práticas sexuais.

          Quanto aos resultados, boa parte sabe que calcinhas de algodão são as mais indicadas, mas 75% usavam calças jeans apertadas e somente 18% deixavam de usar calcinha para dormir. Apenas uma participante relatou ter piercing genital e nenhuma tinha tatuagem. A maioria das universitárias faz depilação genital, sendo que aproximadamente um terço delas o faz de forma completa. Os autores concluem que mulheres jovens de universidade pública brasileira não costumam usar piercings ou tatuagens genitais, mas têm muitos hábitos inadequados de cuidados relacionados à sua área genital. Por exemplo, o uso de jeans justos, quase uma obrigatoriedade entre jovens, se sobrepõe ao uso freqüente de calcinhas de algodão para o surgimento das infecções.

          Mas quanto à depilação total, pelo menos, elas têm um álibi. Os estudos não são conclusivos sobre os riscos da depilação total genitais. E é possível que não haja nenhum problema com esta opção. É literalmente uma opção de fórum íntimo. (Giraldo et al. Hábitos e costumes de mulheres universitárias quanto ao uso de roupas íntimas, adornos genitais, depilação e práticas sexuais. Rev Bras Ginecol Obstetr 2013;35(9):401-6).

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 09h14

17/04/2014

Mortalidade associada ao consumo de álcool é maior nas mulheres

Cerca de 4% de todas as mortes no mundo podem ser atribuídas ao consumo do álcool.  Uma meta-análise realizada por pesquisadores chineses mostra se o impacto do consumo do álcool sobre a mortalidade difere entre homens e mulheres. 

Você sabe dizer pelo menos 3 orgãos (ou sistemas) que são afetados pelo uso excessivo do álcool? Clique aqui para votar


          Estimativas da OMS mostram que 65% dos homens e 45% das mulheres ingerem álcool como parte da dieta ou por motivos recreacionais. E que 4% de todas as mortes no mundo podem ser atribuídas a este consumo. Há pouco tempo cientistas questionavam se o impacto do consumo de álcool sobre a mortalidade diferia entre os homens e as mulheres. Mas uma meta-análise, um a análise global de estudos afins, esclareceu esta questão e os resultados não favorecem as mulheres. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores da Beijing, na China agregaram dados de 24 estudos, que totalizavam mais de 2.4 milhões de participantes. Um dos resultados mais marcantes mostra que na comparação entre as pessoas que  bebiam , as mulheres tinham risco significativamente maior que os homens.

          Um aumento de risco que variou conforme o consumo diário de álcool: de 52% para 75 gramas de álcool/dia até 136% para consumo de 100 gramas de álcool por dia. E, ao contrário, de estudos prévios, os autores não encontraram benefícios do consumo leve de álcool. Mas confirmaram que o maior impacto negativo para homens e , principalmente, para mulheres está no consumo intenso e, muitas vezes, diário de álcool. E claro, eles sugerem moderação e redução da ingesta de álcool, neste grupo de mulheres. A provável explicação destes resultados está na maior susceptibilidade feminina ao álcool. Ou seja, órgão como fígado e cérebro da mulher não toleram  tão bem o álcool como ocorre nos homens. Por exemplo, até admite-se que a redução do volume do cérebro é mais intensa na mulher do que no homem usuário de bebidas alcoólicas.

          Um outro estudo já afirmava que também que 2 doses diárias pra mulher tem mesmo impacto que 4 doses diárias para o homem. Como se vê, mulheres são diferentes dos homens e aquele conhecido refrão “beba como moderação” vale ainda mais para elas. (Wang et al. Effect of drinking on all-cause mortality in women compared with men: a meta-analysis. J Womens Health 23 (5):1-8,2014)    

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 14h53

10/04/2014

40% dos homens casados tornam-se pais sem planejamento

Estudos sobre planejamento e grau de satisfação com a gestação são quase que exclusivamene feitos com mulheres. Uma publicação americana aborda o tema nos homens

Na sua opinião, os homens ficam mais felizes que as mulheres com o diagnóstico da gravidez ? Clique aqui para votar

         Quando se pensa em planejamento da gestação e desejo de ter filhos, logo vem a nossa cabeça a imagem da mulher. Ninguém pensa de imediato no homem, ou mesmo, no pai do futuro bebê. Alguns homens podem até ficar ressentidos com esta falta de consideração. E de fato existem poucas informações e estudos sobre intenção de engravidar entre os homens. Pois bem. Um autor americano resolveu preencher esta lacuna a partir de dados obtidos de 2006 a 2010 numa investigação entitulada Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar. Eles queriam estimar não só a intenção dos homens terem filhos, mas também o grau de felicidade com isso. A entrevista cobria um período de 5 anos prévios. Foram incluídos mais de 10400 homens e mais de 12 mil mulheres, com taxa de participação superior a 75%.

         Os pesquisadores avaliaram o desejo de ter filho e grau de felicidade com notícia da gestação da esposa por meio de perguntas diretas e escalas numeral variando de 1 a 10. Vejamos o que estes homens têm a dizer. Cerca de 4 em 10 nascimentos foram classificados pelos homens como não planejados. Mas, por outro lado, 62% dos nascimentos receberam uma nota 10 na escala de felicidade. Claro que o estado civil, se casado ou não, influenciou o grau de felicidade. Mas pelo menos um resultado chama (muito) a atenção. Na comparação com as mulheres, os homens se disseram mais felizes em relação à gravidez.

         Os autores concluem afirmando que é preciso incluir os homens, maridos ou parceiros, nas estratégias preventivas da gestação não planejada. Parece um tanto óbvio levando em conta a participação do homem na gestação e lembrando que, como muitos defendem, homem também engravida na gravidez da mulher. (Laura Duberstein Lindberg • Kathryn Kost .Exploring U.S. Men’s Birth Intentions. Matern Child Health J (2014) 18:625–633)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 11h40

31/03/2014

Entidade americana recomenda muita cautela com parto na água

Parto na água é uma opção atraente para muitas gestantes. Uma publicação recente de renomada entidade americana de ginecologistas e obstetras sugere cautela com esta prática

Você gostaria de ter (ou apoiaria a ideia) o parto na água ? Clique aqui para votar

 

 

 

Ficar numa banheira durante o trabalho de parto é uma ideia atraente que ganhou enorme aceitação em diversas partes do mundo. No reino Unido até 1% dos partos tiveram um período de imersão em água. No Brasil as estatísticas de parto com imersão são desconhecidas, mas provavelmente raras. Já em alguns países desenvolvidos, parturientes podem optar por passar uma boa parte do trabalho de parto relaxando imersa na banheira. A justificativa para prática tão simpática está na redução da dor, da necessidade do uso de analgesia e até mesmo do encurtamento da duração do tempo até o nascimento do bebê. Alguns chegam a falar numa transição mais leve e tranquila para o bebe, do mundo intrauterino, onde ele está imerso na bolsa amniótica, para o mundo extra uterino. Parece ótimo, mas uma recente recomendação do ACOG acende sinal amarelo.Neste consenso, os autores alertam que nas fases iniciais do parto nem todos os benefícios da imersão podem ser atribuídos à imersão em si. Talvez parte seja devida aos cuidados especiais que esta gestante naturalmente recebe por ter este tipo de intervenção no parto. Mas a coisa fica mais complicada com os relatos de complicações, principalmente na fase de expulsão fetal. a lista inclui infecção materna e fetal associada à ruptura das membranas amnióticas,   dificuldade do bebe manter temperatura estável, prolapso e até rutura do cordão umbilical. E para concluir risco de afogamento. Isso mesmo, afogamento. embora muitos afirmem que o bebe não engole ou respira agua pelo reflexo natural do organismo, também conhecido como reflexo do mergulho, estudos em animais e evidências obtidas em bebes que tem a vitalidade comprometida intraútero mostram que eles, os bebes, podem aspirar a água que os circunda. Resumo da história; eles não recomendam a imersão em agua, particularmente no momento da expulsão fetal. E recomendam que enquanto novos estudos não esclareçam estas questões, a opção por parto na água seja cercada de muitos cuidados. E que a imersão não atrapalhe todos os cuidados habituais de monitorização materna e fetal que habitualmente fazem parte da assistência obstétrica fora dá água. Finalmente eles sugerem protocolos obstétricos rígidos que incluam, por exemplo, a retirada da gestante rapidamente da banheira para sala de parto no caso de emergência. Com todas estas recomendações, muitas gestantes podem mesmo ficar na dúvida sobre ter o parto na água. É como poderíamos dizer uma verdadeira ducha de água fria. (ACOG American College of Obstetricians and Gynecologists. Committee Opinion No. 594. Immersion in water during labor and delivery. Obstet Gynecol 2014;123:912–5)

 

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 23h44

25/03/2014

40% das americanas não sabem calcular o período fértil

  Informações precisas sobre fertilidade e concepção são importantes. Um estudo americano avalia o nível de conhecimento das mulheres de diferentes idades sobre estes temas

  Na sua opinião, qual o nível de informação e conhecimento das mulheres sobre fertilidade e concepção? Clique aqui para votar


 

 

         A questão é intrigante: será que as mulheres realmente tem conhecimentos e atitudes relacionadas à concepção corretos e pertinentes?. Ou, pelo contrário, estes temas são cercados de informações imprecisas e inverídicas?. Um estudo americano procurou esclarecer esta  perguntra avaliando, por meio da internet, 1000 mulheres, com idades entre 18 e 40 anos, no ano de 2013. As questões abordaram temas variados relacionados à fertilidade, concepção, gravidez e cuidados de saúde da femininos. Vejamos alguns destes resultados. Quarenta por cento das mulheres em todas as faixas etárias expressaram preocupações sobre sua capacidade de conceber. No entanto, um terço das mulheres desconheciam as implicações adversas das doenças sexualmente transmissíveis, da obesidade ou dos ciclos menstruais ireegulares para o sucesso da fecundação. Muitas acreditavam que o envelhecimento não era problemático para a fertilidade.

         Cerca de 40% delas não estavam familiarizadas com o período ovulatório e o mesmo tanto acreditava que ''certas posições durante a relação sexual podiam aumentar a probabilidade da gravidez''. Um conceito tão irreal quanto outro também comum de que “ter sexo mais de uma vez por dia aumenta as chances de gravidez”. No geral, mulheres mais jovens, entre 18 e 24 anos demonstraram menor conhecimento sobre concepção, fertilidade e ovulação, enquanto que as mulheres mais velhas tendiam a acreditar mais em mitos e equívocos comuns.

         Para concluir, a busca por informações em sites só perdia para consulta com especialistas e provedores de saúde, o que mostra a importância da internet para a saúde feminina. Mas neste caso é fundamental que as informações sejam, precisas e verdadeiras (Lundsberg et al. Knowledge, attitudes, and practices regarding conception and fertility: a population-based survey among reproductive-age United States women. Fertil Steril 2014;101:767–74)










 


 


 

 

 

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 10h19

18/03/2014

Casamento entre primos aumenta risco de malformação fetal?

  Existem muitas dúvidas sobre os riscos para o bebê do casamento entre primos de primeiro grau. Um  estudo inglês mostra se isso é se justifica 

  Você é contra ou a favor do casamento entre primos ? Clique aqui para votar

 

 

 

 

       Muitas pessoas se questionam sobre os riscos para o futuro bebê do casamento entre primos de primeiro grau. Mesclando questões culturais, religiosas e médicas há de modo geral uma advertência contra este tipo de união.  Mas será que do ponto de vitsa médico é isso mesmo?. Um estudo interessantíssimo publicado no periódico Lancet afirma que sim. Os pesquisadores inglêses tinham interesse em compreender porque em bebês de origem paquistanesa, muitos deles fruto de casamento entre primos, a causa mais comum de mortalidade é a malformação congênita (MFC). Para os demais bebês é a prematuridade é a principal causa. Eles investigaram a incidência de anomalias congênitas em estudo com mais de 11.000 bebês, no período de 2007 e 2011.

        Diversos dados maternos foram analisados. No total, 3% dos bebês tiveram uma anomalia congênita, sendo as malformações cardíacas e do sistema nervoso central as mais comuns. O risco de MFC era duas vezes maior para as mães de origem paquistanesa na comparação com aquelas de origem britânica. Um dado surpreendente é que 18% destes bebes eram fruto de casamento entre primos, principalmente de origem paquistanesa. Mais importante, a consangüinidade se associou com o dobro do risco de anomalia congênita. De fato, nesta comunidade, a consanguinidade teve o mesmo impacto negativo sobre formação fetal que a gestação após os 34 anos para as mulheres inglesas. Os resultados são similares ao de estudos na Noruega e Israel. Os autores afirmam ainda que os risco da união consanguínea não podem ser explicados por variáveis como pobreza, acesso ao pré-natal ou menor taxa de aborto entre certos grupos de mulheres. Por outro lado, não sabem dizer como isso ocorre. Mas, possivelmente, a explicação está na amplificação dos riscos genéticos.

          Ao final, eles sugerem que casais consanguíneos sejam orientados quanto a este risco para que possam tomar medidas adequadas na gravidez. Como se vê, para primos apaixonados, prevenir é mesmo melhor que remediar. (Sheridan et al. Risk factors for congenital anomaly in a multiethnic birth cohort: an analysis of the Born in Bradford study. Lancet 2013; 382: 1350–59)

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 11h02

11/03/2014

Psicoterapia é efetiva para tratar anorexia

    Anorexia é um transtorno alimentar que afeta, principalmente, jovens mulheres. Um estudo alemão avalia a  eficácia de modalidades de psicoterapia para tratamento ambulatorial deste sério problema

  Você acha que os padrões atuais de beleza contribuem para surgimento de casos de anorexia? Clique aqui para votar

 

 

 

 

 

           A anorexia nervosa é um sério problema: tem evolução longa, as recaídas são comuns, se associa com vários problemas médicos, e tem a maior mortalidade dentre as doenças mentais. Acomete pelo menos oito pessoas por 100 000 por ano, com prevalência de 3 em cada 1000 adolescentes e mulheres jovens. O tratamento de escolha para pacientes com anorexia nervosa é a psicoterapia. Ela tem como objetivo diminuir os riscos associados com a doença, promover o ganho de peso, reduzir os sintomas relacionados, além de facilitar a recuperação física e psicológica. Parece pouco, mas não é. Já que os estudos questionam a eficácia das terapias psicológicas. Mas, felizmente, pesquisadores da Alemanha têm boas notícias.

          Eles realizaram um ensaio clínico comparando 3 tipos de tratamentos psicológicos ambulatoriais em mulheres adultas recrutadas de 10 hospitais universitários. Foram incluídas cerca de 80 mulheres para os seguintes tipos de terapia: focal psicodinâmica, comportamental cognitiva e um tratamento costumizado que combinava elementos de psicoterapia com atendimento estruturado fornecido por um médico de família. Os tratamentos duraram 10 meses e ao final do estudo as participantes eram avaliadas quanto ao ganho de peso, aumento do índice de massa corporal (IMC) e bem estar psicológico. Os resultados são promissores. Ao final do seguimento, o IMC aumentou em todos os grupos de estudo sem diferenças significativas entre eles. Após 12 meses, os resultados eram ainda melhores, já que o IMC havia aumentado ainda mais. Também não foram observadas reações adversas graves decorrentes de eventual perda de peso ou do próprio tratamento. No geral, o tratamento costumizado foi eficaz e pode ser usado como primeira linha de tratamento para casos de anorexia. Uma limitação do estudo foi a alta taxa de desistência, 30%, uma situação bem comum, já que a aceitação do tratamento é um grande desafio no manejo de pacientes com anorexia nervosa.

          A principal razão para esta dificuldade é normalmente a alta ambivalência da paciente e não aceitação da gravidade da doença. E para os terapeutas não é nada fácil. Eles não só têm que lidar com um processo de terapia frequentemente difícil, mas também devem assumir responsabilidades pelas complicações físicas e psiquiátricas associadas à anorexia. Mas a julgar pelos resultados, a vida dos médicos que cuidam de anorexia nervosa vai ficar menos complicada. (Zipfel et al. Focal psychodynamic therapy, cognitive behaviour therapy, and optimised treatment as usual in outpatients with anorexia nervosa (ANTOP study): randomised controlled trial. Lancet 2014; 383: 127–37)

 

 

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 12h44

25/02/2014

Britânicas tem mais relações hetero e homossexuais

     Prática sexuais variam ao longo dos anos. Um  estudo inglês mostra como anda (e como mudou)  a sexualidade das britânicas  

   Você acha que os brasileiros (também) aceitam bem a homossexualidade feminina? Clique aqui para votar

 

 

 

 

         O comportamento e a atividade sexual são componentes chave para  o bem-estar e são afetados pelas normas sociais, atitudes e saúde do indivíduo. Saber como isso varia ao longo das décadas é bem interessante. Um grande estudo inglês avaliou comportamentos sexuais e atitudes relacionados à sexualidade na Inglaterra, Escócia e País de Gales, a partir de três Inquéritos. Usando mais de 1700 endereços postais, os pesquisadores entrevistaram face a face, com o auxílio de computador, pessoas com idades entre 16 e 74 anos, no período de 2010 a 2012.  Os dados da pesquisa foram comparados com resultados dos inquéritos realizados em 1990 e 2000. No total foram incluídos mais de 15 mil participantes, sendo mais de 8800 mulheres.

         Vejamos como anda a vida sexual dos britânicos: 82.1% dos homens e 77.7% das mulheres relataram pelo menos um parceiro sexual do sexo oposto no ano anterior à pesquisa. Mas esta proporção e o a variedade de práticas sexuais diminuem com o aumento da idade, especialmente entre as mulheres . Um dado curioso mostra a mudança de padrões sexuais das mulheres. Na compração com dados de 1990, desde o ano de 2000, os autores observaram aumento da atividade e do número de práticas sexuais em indivíduos de 16 a 44 anos. No entanto, este aumento não foi tão evidente para os homens, mas sim para as mulheres. Como exemplos, o número de parceiros sexuais masculinos, ao longo da vida, aumentou em 20%, como aumentou também a porcentagem de mulheres que relataram ter tido contacto genital e até relação sexual nos últimos 5 anos com outra mulher. Neste caso, aumento de 100% na comparação dos dados de 1990 e 2000. Também neste intervalo de tempo, os pesquisadores observaram uma expansão das atividades heterossexuais, particularmente sexo oral e anal. Finalmente, homens e mulheres britânicas aceitam cada vez mais a homossexualidade.

          Resumo da história: os britânicos, ou melhor dizendo, as britânicas, desde a década de 60 já não são mais as mesmas. Esperamos que esta mudança siga em frente pelo bem do prazer e fim da intolerância. (Mercer et al. Changes in sexual attitudes and lifestyles in Britain through the life course and over time: findings from the National Surveys of Sexual Attitudes and Lifestyles (Natsal). Lancet, 382 (9907):1781-94, 2013 )

 

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 11h35

18/02/2014

Gestantes têm preferência pelo sexo do bebê?

    Saber o sexo do bebê é possível logo no início da gestação. Um  estudo paquistanês avalia os  motivos que levam as mulheres a revelar, durante a realização do ultrassom, este segredo 

  Na gestação, você tem(ria) preferência por....? Clique aqui para votar

 

 

 

 

          A ultrassonografia tornou-se parte da rotina de cuidados para mulheres grávidas. As gestantes sabem bem disso e não raro solicitam muitos e muitos ultrassons dos seus obstetras. As principais razões médicas para a detecção do sexo fetal são as alterações genéticas. Mas em geral, o que as gestantes querem não tem nada a ver com a questão médica. Muitas desejam apenas se preparar, fazendo o enxoval certo para o futuro rebento que vai nascer. Claro que a preferência por determinado sexo do bebê varia de lugar para lugar e de sociedade para sociedade, mas em geral a preferência é influenciada por aspectos religiosos, culturais, sociais, econômicos e emocionais. Em muitos países asiáticos, tais como China e Coreia, o que e observa é uma constrangedora preferência por meninos. Talvez por imaginar que, lá, os meninos se tornarão adultos capazes de cuidar dos pais na velhice. 

          Um estudo paquistanês traz algumas novidades sobre o tema. O estudo objetivou determinar a proporção de gestantes que queriam saber o sexo fetal, no momento da realização da ultra-sonografia e as razões por trás desta preferência. Vejamos como andam os desejos maternos paquistaneses.  No geral, 15,2% das mulheres tiveram preferência por uma criança do sexo masculino, 10,8% pelo sexo feminino e 74% não tinham preferência. Curiosamente menos de 1/3 das gestantes queriam saber o sexo fetal. Mais um dado curioso: não foi encontrada nenhuma relação entre a preferência por sexo e sexo dos bebês anteriores. Ou seja, ter tido uma menina ou menino antes não interfria na preferência do bebê que estava por nascer. Para concluir as razões mais citadas para saber o sexo do bebê foram em ordem crescente: pai ou parentes queriam saber, fazer planos e curiosidade. E a razão mais citada para não saber foi “deixar na mão de Deus”. Neste caso, é literalmente o caso de “deixar na mão de Deus”, em vez de “deixar na mão do ultrassonografista”. (Shukar-ud-din et AL. Reasons for disclosure of gender to pregnant women during prenatal ultrasonography.   International Journal of Women’s Health 2013:5 781–785)

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 12h54

11/02/2014

Uso do alho via oral não melhora sintomas da candidíase vaginal

   Tratamentos alternativos são usados por mulheres com candidíase vaginal recidivante. Um ensaio clínicio australiano avalia se o uso do alho por via oral resolve este incômodo problema.  

   Você usa(ria) tratamentos alternativos para corrimentos vaginais ? Clique aqui para votar

 

 

       

          Muitas mulheres sofrem com a candidíase. Basta ficar de baixo astral ou doente, usar um jeans apertado, calçinha de lycra ou passar muito tempo na piscina que o fungo ataca, provocando um corrimento vaginal branco com prurido intenso. O tratamento com cremes e comprimidos até que funciona bem, mas em alguns casos o problema teima em voltar. Neste cenário, usar tratamentos alternativos é comum. O alho em teste é efetivo contra as espécies de Candida in vitro, mas nunca havia sido testado como terapia alternativa em mulheres com candidíase vulvovaginal. Mas agora foi. Um ensaio clínico australiano avaliou se a ingestão do alho reduzia a contagem do fungo durante a segunda metade do ciclo menstrual em 63 mulheres assintomáticas, mas que apresentavam alguma espécie de Candida. As participantes foram randomizadas para receber três comprimidos de alho ou placebo por via oral, duas vezes por dia, durante 14 dias. As pastilhas eram iguais e o odor do alho foi mascarado para garantir a validade dos resultados. Após este período eles calcularam a proporção de mulheres com contagem de colônias de Candida superior a 100 unidades por ml, em qualquer dia na semana anterior à menstruação.

          A má notícia é que eles não encontraram diferenças entre os dois grupos tratados. Do mesmo modo, o número de mulheres que apresentaram queixas de candidíase foi semelhante. E para complicar ainda mais, as mulheres que ingeriram alho tiveram mais reações adversas tais como dor estômago, náusea e mau hálito. Os autores concluem que alho não é uma opção de tratamento alternativo para candidíase vaginal. É, como se observa tentar tratar candidíase vaginal com alho, não só não melhora o corrimento como ainda causa mau hálito.  (Watson CJ, Grando D, Fairley CK, Chondros P, Garland SM, Myers SP, Pirotta M. The effects of oral garlic on vaginal candida colony counts: a randomised placebo controlled double-blind trial. BJOG 2013)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 11h13

04/02/2014

Calor local alivia as dores menstruais

     

 

 

 

 

 

 

 

Cólica menstrual atrapalha a vida de muitas mulheres. Um estudo realizado na Turquia avalia se o uso de calor local é efetivo para tratar as dores menstruais.  

No ano passado, quantas vezes você sofreu com as cólicas menstruais ? Clique aqui para votar

         Cólica menstrual atrapalha a vida de muitas mulheres. Para algumas atrapalha muito. Naqueles dias elas sofrem com dores, mal estar além da perda de trabalho e de outras atividades. Uma ideia simples e popular é usar bolsa de água quente para aliviar os sintomas da dismenorréia. Mas será que isso funciona mesmo?. Um estudo realizado com estudantes universitárias em Istambul, Turquia tem uma ótima resposta. Eles conduziram um estudo prospectivo que comparou os efeitos de um adesivo auto-aplicativo de calor de baixa dose na redução dos sintomas de dor nos casos de dismenorréia. As 193 jovens mulheres participantes que sofriam de dismenorréia foram alocadas em 3 grupos de tratamento: 66 mulheres não receberam nenhum tratamento específico, 61 usaram uma única dose de medicamento analgésico e 66 usaram calor na parte baixa do abdomen/pelve, por 2 ciclos menstruais consecutivos.  A intensidade da dor foi mensurada usando uma escala visual analógica, tendo sido documentada no início do estudo, após 4 e 8 horas da intervenção.

          A boa notícia é que tanto o uso de analgésicos quanto a aplicação de calor local funcionaram no alívio das dores, nos dois ciclos avaliados. A explicação está, possivelmente, no fato de que o calor relaxa os músculos e dilata os vasos capilares, dando uma sensação de conforto. A confirmação da eficácia do calor local dá a mulher mais uma opção de tratamento das cólicas menstruais. Os homens não sabem o que é sofrer de dores menstruais, mas como diz o ditado popular em se tratando de dor “ninguém merece”. (Potur & Kömürü. The Effects of Local Low-Dose Heat Application on Dysmenorrhea Journal of Pediatric & Adolescent Gynecology, 2013)

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 11h23

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa "Olha Você" do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP (FM 93.7) e da Rádio Bandeirantes (FM 90.9). Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.

Livro

Alexandre Faisal é coautor do livro "Segregos de Mulher - Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista"



(Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich, Ed. Atheneu).

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