Práticas sexuais: qual é a melhor?
Uma vida sexual satisfatória faz bem a (quase) todas as pessoas.
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A conclusão deste estudo sobre as diferentes práticas sexuais vai desagradar a muitas pessoas: sexologista, terapeutas e pior ainda, muitas mulheres. A relação sexual vaginal, ou seja, o coito pênis vagina é melhor do que todas as outras práticas sexuais. Este tipo de relação se associa aos melhores índices de funcionamento fisiológico e psicológico, quando comparado às outras atividades sexuais tais como: masturbação, solitária ou com o parceiro, sexo oral, sexo anal e outras formas de sexo sem penetração. Para defender seu ponto de vista, Stuart Brody publicou um artigo na Sexual and Relationship Therapy onde faz uma revisão das pesquisas que compararam as diferentes modalidades de sexo. Por exemplo, o autor afirma que psicologicamente pessoas que tiveram sexo vaginal nas últimas 2 semanas apresentaram melhor resposta ao estresse e que, do ponto de vista fisiológico, o orgasmo decorrente da relação sexual aumenta em 40% a liberação de prolactina, na comparação com a masturbação. Isso evidenciaria a repercussão do orgasmo oriundo do coito sobre o cérebro. Neste caso, seriam envolvidas as vias neurohormonais, como o sistema dopaminérgico, durante a relação e após o orgasmo. Essas vias estão associadas à percepção do prazer. A conclusão do artigo pode parecer simples e esperada, mas ela reacende uma antiga polêmica entre a diferença do orgasmo clitoriano e vaginal. Enquanto muitos sexologistas negam tal diferença e muitas mulheres se sentem felizes e reconfortadas por isso, a polêmica vai continuar. Provavelmente sem solução, já que a discussão foi contaminada por ideologistas, educadores sexuais, feministas radicais e mesmo, religiosos, cada um defendendo seus interesses. Ou seria melhor dizer, suas neuroses?. Controvérsias a parte, o artigo causaria enorme satisfação no pai da psicanálise que defendeu, firmemente, a diferença entre orgasmo vaginal e clitoriano. Mas até que se chegue a um consenso, minha sugestão, é que cada uma se divirta como pode. (Brody S. Sex Rel Therapy 2006)
Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 13h41
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Existem fortes evidências de que homens e mulheres não se expressam da mesma maneira ao adoecerem