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Blog do Dr. Alexandre Faisal

02/07/2009

Química sexual III: o que fazer quando ela acaba?

Neste terceiro boletim da série, vamos discutir o que para muitos casais é o principal problema do relacionamento: o fim do desejo sexual

O que fazer quando isto ocorre?  Clique aqui para votar  

Escute o aúdio abaixo ou leia o texto na íntegra

 

Outro dia nós falamos sobre um estudo que discutia a importante questão da química sexual, aquela faísca mágica que mantêm acesa a paixão e o desejo de alguns casais. O problema, no entanto, é que para a grande maioria dos casais esta chama apaga. E os casais ficam perdidos sem saber o que fazer. Os autores do artigo publicado, no periódico Sex Therapy, mostravam os 3 cenários mais freqüentes em que isto ocorre. Primeiro, são os casos de casais que perderam o desejo que um dia tiveram. Eles reclamam que a mágica se foi e que isto foi mais evidente após situações de transição, como após o nascimento do primeiro filho ou mesmo quando, os filhos, já crescidos, saíram de casa. O segundo grupo inclui os casais que tem ótimo relacionamento, companheirismo e intimidade, mas não têm, ou melhor, nunca, realmente, tiveram grande desejo sexual. Às vezes, um dos dois, não raro a mulher, se ressente desta falta de sexo e as coisas se complicam.  O terceiro grupo, menos comum, nos dias atuais, são aqueles casais que têm desejo e atração física, mas carecem de prática sexual variada e satisfatória. Na maioria das vezes, são casais jovens, com poucas experiências sexuais antes do casamento e com dificuldades em adquirir estas habilidades. As soluções para os dois primeiros grupos de casais, aqueles que perderam o desejo e aqueles que sempre tiveram pouco desejo é mais complicada. Passa com certeza por algum tempo de psicoterapia. Para o terceiro grupo dos, vamos dizer assim, casais inexperientes, são bem mais simples e prazerosas: incrementar o sexo, com informação e muita, muita prática.  (Sex Therapy. Leiblum, 2006)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 12h39

01/07/2009

Química sexual II: o que é isto?

Muitas pessoas defendem que "sem química sexual" a relação não vai para frente

Mas afinal qual é a contribuição da química sexual para o sucesso da relação?  Clique aqui para votar  

Escute o aúdio abaixo ou leia o texto na íntegra

 

 

Quem já não ouviu falar em química sexual ?. Ou melhor, quem não acredita nesta poção mágica que faz os amantes perderem a cabeça?. No entanto, química sexual parece tema de revista feminina ou programa de televisão paras as tardes de mulheres desapaixonadas. Isto era assim. O assunto foi tema do periódico Sex Therapy que definiu química sexual como uma descrição não específica e subjetiva de um misterioso estado físico, emocional e sexual. Gostou?. Pois tem mais. Química sexual existe no contexto da relação e é também o agradável resultado da interação dos parceiros. Ainda que nem toda “química sexual” entre parceiros resulte necessariamente em contato sexual. Mas a idéia é que não é uma determinada característica da mulher, como a cor dos seus olhos, por exemplo, ou do homem, como seus músculos, que importa, mas sim “o encaixe” destas características entre os parceiros que provoca um alto nível de excitação sexual. Excitação sexual, mas não necessariamente amor. E se pintar a relação sexual ela é, quase sempre, muito satisfatória, com muitas variações, intensa e quase nunca desagradável ou aversiva. Talvez, como afirmam os autores do texto, porque os amantes não sofram com as conseqüências dos seus atos. Como por exemplo, sentimentos de culpa após a relação. Para eles, estes sentimentos e complicações estão fora do cenário idílico e apaixonante dos que foram fisgados pela química da paixão.  Mas e quando a química sexual acaba: o que fazer?. Bom este assunto, que deve interessar a muita gente, fica para o nosso próximo encontro (Sex Therapy Leiblum & Brezsnyak, 2006)

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 00h18

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa “Olha Você” do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP - FM 93.7. Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.