A vida sexual da mulher que sofre de asma

Muitas mulheres sofrem de diversos problemas respiratórios, principalmente, no frio
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Asma é um problema seriíssimo que afeta 300 milhões de pessoas no mundo e está relacionada a fatores pessoais e ambientais. A mulher que sofre de asma sabe: falta de fôlego, sensação de opressão no peito, incapacidade para realizar algumas tarefas, entre outras queixas. Mas uma questão menos estudada é o impacto da asma no desempenho sexual da mulher. Um pequeno estudo polonês com 72 mulheres com idade entre 18 e 45 anos procurou preencher esta lacuna. Na pesquisa 31 mulheres portadoras de asma e 41 mulheres saudáveis foram comparadas em relação a diversos indicadores de qualidade de vida e de desempenho sexual. Quanto à qualidade de vida, as mulheres asmáticas tinham piora em vários parâmetros: limitação decorrente da condição física e psíquica, prejuízo do desempenho social e do bem estar. E quanto à vida sexual, más notícias para as asmáticas. Todos indicadores do desempenho sexual eram piores: excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor durante a relação. No geral, 25.8% das mulheres que sofrem com o problema da falta de ar crônica receberam diagnóstico de disfunção sexual. Já para as mulheres saudáveis apenas 17.1% apresentaram problema relacionado à sexualidade. A recomendação do estudo é que as mulheres asmáticas tenham liberdade de falar deste domínio ou que os médicos que as atendem se preocupam com eventuais queixas sexuais. E a partir daí pensar nas soluções possíveis para cada caso. Porque ninguém discorda que é melhor ter um sexo de ficar sem fôlego do que ficar sem fôlego antes do sexo começar. (Skrzypulec et al . J Physiol Pharmacol, 2007).
Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 17h10
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