Blog do Dr. Alexandre Faisal

09/04/2010

Qualidade de vida da brasileira na menopausa

  Com o aumento da expectativa de vida, mais mulheres se preocupam com a questão da qualidade de vida ao redor da menopausa. Um estudo nacional avalia essa importante questão

  Você acha que a qualidade de vida piora ou melhora após a menopausa?.   Clique   aqui para   votar 

  Escute o aúdio abaixo ou leia o texto na íntegra

  

   

   

   

         Como anda a qualidade de vida da mulher brasileira na menopausa?. E os sintomas próprios desta fase variam de acordo com o momento desta delicada transição?. Estas questões foram respondidas por um estudo realizado numa cidade da região sul do país. Na pesquisa foram entrevistadas 236 mulheres com idades entre 40 e 65 anos, que responderam questionários espcíficos sobre sintomas e qualidade de vida. Dentre as entrevistadas, cerca de 100 mulheres já estavam na menopausa. As demais estavam quase lá.

         Sintomas climatéricos tais como ondas de calor incomodavam, para valer, cerca de 40% de todas as participantes, independentemente do estado menopausal. Por outro lado, um dado mais animador é que a qualidade de vida era semelhante entre os grupos estudados. É bem verdade que o grupo pré-menopáusico tenha se queixado mais de sintomas psicológicos, enquanto o grupo pós-menopáusico reclamava mais de sintomas somáticos, incluindo aí as queixas urogenitais.
          Para os autores, a qualidade de vida não é influenciada pelo estado menopausal e os sintomas têm explicações. Após o fim das menstruações, as ondas de calor e a vagina ressecada decorrem da falta do hormônio feminino: o estrôgeno. Já para as mulheres pré-menopáusicas, a maior severidade dos sintomas psicológicos pode estar relacionada à maior preocupação acerca da menopausa e suas implicações para saúde. Para quem acha a menopausa uma fase complicada de entender, esses resultados mostram exatamente o contrário. (De Lorenzi et al. Caracterização da qualidade de vida segundo o estado menopausal entre mulheres da Região Sul do Brasil.  Rev. Bras. Saude Mater. Infant. 9(4):459-466. 2009)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 00h43

05/04/2010

Como a exposição à mídia prejudica o desempenho escolar

  Um estudo americano procura explicar porque e como a exposição aos programas de televisão piora o desempenho escolar de adolescentes. 

  Você costuma limitar o tempo de exposição e os programas de televisão para seu filho(a)?.   Clique   aqui para   votar 

  Escute o aúdio abaixo ou leia o texto na íntegra

 

 

  

          Pais e professores são unânimes em afirmar que assistir televisão não é lá muito bom para os adolescentes. Pior ainda se for excesso de TV. Até aí tudo bem. Mas explicar como isso ocorre é outra história. Ou melhor, era outra história. Um estudo americano parece ter as explicações. Nesta pesquisa, quase 7 mil jovens entre 10 e 14 anos responderam questionários sobre uso da TV: horas na frente da tela, conteúdo dos programas, TV no próprio quarto, etc. Eles foram entrevistados por telefone, no início da pesquisa e em outras 3 ocasiões; após 8, 16 e 24 meses. A “performance” escolar foi o desfecho principal do estudo. As conclusões são interessantíssimas. 

          Primeiro, comparados aos jovens com melhores notas, os participantes com notas na média ou abaixo eram mais propensos a ter uma televisão no quarto, ver mais horas de ver televisão e jogar vídeo game, e assistir filmes principalmente de filmes classificado como pouco adequados para a faixa etária.  Segundo, a exposição à TV tem efeito indireto na piora da “performance” escolar por meio do que os autores denominaram busca por sensações. Em outras palavras, coisas como escutar música alto, fazer coisa perigosas e assustadoras. Além do uso de cigarro e álcool. Do mesmo modo filmes inadequados se associaram com problemas comportamentais.

         Finalmente, o conteúdos do programas e tempo de exposição à TV tiveram impacto na performance escolar do mesmo modo que outros fatores importantíssimos tais como renda familiar, autoridade dos pais e auto controle do adolescente. Conclusão: seu filho pode achar muito legal passar horas na frente da televisão assistindo violência e sexo, mas dificilmente isso vai ajudá-lo a passar na escola (Sharif I, Wills TA, Sargent JD. Effect of Visual Media Use on School Performance: A Prospective Study. Journal of Adolescent Health 46 (2010): 52–61)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 23h23

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa "Olha Você" do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP (FM 93.7) e da Rádio Bandeirantes (FM 90.9). Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.

Livro

Alexandre Faisal é coautor do livro "Segregos de Mulher - Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista"



(Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich, Ed. Atheneu).

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