Blog do Dr. Alexandre Faisal

02/01/2012

Satisfação com DIU e implantes é alta

     O DIU e os implantes subdérmicos são métodos contraceptivos eficazes, ainda pouco usados no Brasil. Um estudo americano avalia o grau de satisfação das usuárias destes métodos

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          Embora métodos ainda pouco usados no país, o dispostivo intrauterino (DIU) e o implante subdérmico são métodos bem seguros e atraentes para muitas mulheres. Principalmente para aquelas que não planejam filhos por um período mais longo de tempo. Se é que planejam tê-los algum dia. Mas será que o grau de satisfação com estes métodos não diminui com o tempo?. Ou, em outras palavras, será que “não bate” algum tipo de arrependimento, incômodo ou outra complicação que leva à interrupção no uso destes métodos?

 

          Um estudo avaliou esta questão, ao estimar a satisfação após 12 meses de uso, comparando usuárias de DIU e implante com mulheres que usavam pílulas anticoncepcionais orais. Mais de 5000 participantes inscritas em um estudo prospectivo em St. Louis, nos Estados Unidos, foram avaliadas. Elas receberam contracepção sem nenhum custo por 3 anos. Por trás da pesquisa, objetivava-se também promover o uso da contracepção reversível de longa duração, DIU e implantes, além de redução de gestações indesejadas na área do estudo. Ao final dos 12 meses, mais de 4100 mulheres responderam por telefone as questões da pesquisa. Sessenta e oito por cento das participantes escolheram um método de contracepção reversível de longa duração, sendo 45% DIU com progesterona, 10% DIU de cobre e 13% implante subdérmico. Inicialmente, apenas, 31% escolheram métodos hormonais; sendo 11% anticoncepcionais orais e 10% anel vaginal.

 

          O mais interessante é que as mulheres que escolheram métodos de longa duração tiveram maiores taxas de continuação após 12 meses na comparação com usuárias de pílulas: 86% x 55%. Menos do que uma em cada 56 mulheres havia interrompido o uso do implante ou do DIU. E no geral, elas estavam muito contentes com suas escolhas. Mais do que usuárias de pílulas. Para os autores, como se tratam de métodos seguros, com alta taxa de satisfação, o DIU e o implante, e não as pílulas, são os métodos contraceptivos de primeira linha para as mulheres. Com a palavra, as mulheres. (Peipert et al. Continuation and satisfaction of reversible contraception. Obstetrics & Gynecology 117,1105-13, 2011).

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 15h24

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa "Olha Você" do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP (FM 93.7) e da Rádio Bandeirantes (FM 90.9). Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.

Livro

Alexandre Faisal é coautor do livro "Segregos de Mulher - Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista"



(Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich, Ed. Atheneu).

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