Blog do Dr. Alexandre Faisal

16/01/2012

Terapia mente corpo ajuda tratamento de infertilidade

  

     O estresse é um fator de risco para infertilidade conjugal. Um estudo americano avalia se terapias do tipo mente corpo podem ser úteis no tratamento da infertilidade.    

     Você se submeteria a um tratamento alternativo, do tipo mente corpo, para engravidar ?  Clique aqui para votar 


       Escute o aúdio abaixo ou leia o texto na íntegra

   

    

 

          O que você acha de uma terapia antiestresse antes de se submeter a um determinado tratamento de fertilização assistida?. Parece loucura, desncessário ou pode, de algum modo, te ajudar a obter um melhor resultado?. Se você está nesta situação, de alguém que vai iniciar este tipo de tratamento, ou se você está apenas curiosa, saiba que a resposta é: isto pode dar certo. É isso aí. Uma pesquisa realizada em Boston, nos Estados Unidos e publicada na revista Fertlity Sterility afirma que encaminhamento para intervenção do tipo mente / corpo melhora o resultado da fertilização “in vitro”.

 

          Os pesquisadores aleatorizam dois grupos de mulheres com indicação de FIV: 51 mulheres que serviram de controle e 46 mulheres que se submeteram a 10 sessões de manejo de estresse. Nestas sessões foram empregadas a terapia cognitiva comportamental, técnicas de relaxamento, modificação dos comportamentos negativos e incremento do suporte social. Tudo isso antes do primeiro ciclo de 3 tratamentos. Após o primeiro ciclo da FIV, as taxas de gestações foram semelhantes nos dois grupos: 43%. No entanto, mais da metade das mulheres alocadas para receber a intervenção, de fato, não a receberam, pois desistiram. Mas a boa notícia é que naquelas que participaram da maior parte das sessões, antes do segundo ciclo de tratamento, a taxa de gravidez foi significativamente mais alta, na comparação com as mulheres do grupo controle: 52% contra 20%.

 

          Apesar das limitações do estudo, os pesquisadores sugerem que o estresse pode ser prejudicial para os resultados de fertilização “in vitro” e que capacitar a mulher para enfrentar os problemas tem impacto positivo para o tratamento. Alguém discorda?. (Domar et al,.The impact of group mind/body participation on pregnancy rates in IVF patients: a randomized controlled trial. Fertility and Sterility, (92):3, Supplement 1, r 2009)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 00h13

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa "Olha Você" do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP (FM 93.7) e da Rádio Bandeirantes (FM 90.9). Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.

Livro

Alexandre Faisal é coautor do livro "Segregos de Mulher - Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista"



(Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich, Ed. Atheneu).

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