Blog do Dr. Alexandre Faisal

10/09/2012

1% das gestantes americanas se envolveram em acidentes automobilísticos

    Difícil imaginar gestantes envolvidas em acidentes automobilísticos. Um estudo americano mostra como e quando eles ocorrem. 

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          Ninguém imagina gestantes sofrendo acidentes de carro, ainda que o trânsito esteja cada vez mais caótico. Mas estatísticas americanas mostram que lesões decorrentes de acidentes automobilísticos são uma das causas mais importantes de mortalidade materna, naquele país. Um estudo americano procurou atualizar esta informação com dados de acidentes automobilísticos envolvendo gestantes na Pensilvânia, entre 2002 e 2004. Para ter certeza de que se tratavam de acidentes com motoristas grávidas, os autores cruzam dados de acidentes registrados pela polícia, registros de socorros por ambulâncias e registros sobre mortes fetais. Eles também analisaram a idade da mãe e período da gravidez por ocasião do acidente.

          Resultado mais importante, eles observaram, quase 6000 nascimentos ou perdas fetais associadas a acidente de carro envolvendo uma gestante. Deste total, um terço destes acidentes resultou em ferimentos maternos leves, mas 7.5% resultaram em ferimentos graves e até morte materna. Levando em conta o total de quase 560 mil partos ocorridos neste período, os pesquisadores estimaram que 1.1% das grávidas se envolveram em acidentes de carro. Condutoras jovens, com idades entre 20 e 24 anos corriam maior risco e houve predomínio de acidentes nos dias da semana, durante o dia. Poucas vezes houve contribuição do mal tempo, mas em 8% dos casos a pista estava molhada. A média de velocidade no momento da batida foi de 45 km por hora, mas algumas gestantes apressadinhas bateram a 155 km/hora.

          Finalmente, um dado que não pode ser jamais esquecido: dados policiais mostraram que em pelo menos 10% dos acidentes a gestante não usava o cinto de segurança. Fica aí a mensagem para a gestante e motorista brasileira: se acidentes, são, às vezes, imprevisíveis, usar o cinto de segurança é sempre obrigatório. Se não por você, pelo seu querido bebê. (Weiss et al.  Motor-Vehicle crashes during pregnancy: a retrospective cohort study. Open Journal of Obstetrics and Gynecology, 2011, 1, 202-207)

  

    

   

   

   

    

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 23h27

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa "Olha Você" do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP (FM 93.7) e da Rádio Bandeirantes (FM 90.9). Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.

Livro

Alexandre Faisal é coautor do livro "Segregos de Mulher - Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista"



(Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich, Ed. Atheneu).

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