Blog do Dr. Alexandre Faisal

03/12/2013

Qualidade dos sites sobre Transtorno Compulsivo Obsessivo (TOC) é boa

   

 

 

 

 

 

Pessoas que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo, o popular TOC, podem buscar informações na web sobre o problema. Uma pesquisa suiça avalia a qualidade dos sites e das informações sobre TOC

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         A Internet é cada vez mais utilizada como fonte de informação para questões de saúde mental.  Pessoas ou parentes de pessoas que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo, o popular TOC, podem se sentir compelidos a buscar informações de boa qualidade na web sobre o problema. Mas será que eles vão encontrar informação de boa qualidade ?. Esta questão foi abordada por um estudo realizado por pesquisadores suíços que avaliaram o conteúdo de diversos sites em inglês que focavam a TOC. Eles compararam também dois sistemas de busca, o Google, mais genérico e outro, especializado em assuntos de medicina. Alguns instrumentos pré-existentes foram usados para avaliar a qualidade dos conteúdos e eles incluíam aspectos como compreensibilidade e autoria do texto, além de interatividade com leitor.

          Vejamos o que aconteceu. Dos 235 links encontrados, 53 sites foram analisados. A primeira boa surpresa é que o a qualidade do conteúdo dos sites sobre TOC foi relativamente boa. A segunda é que não houve grande diferença entre os motores de busca, ou seja, o Google mandou tão bem quanto o buscador especializado em temas médicos. Para quem desconfia da internet como fonte de informação para problemas médicos, aqui foi exatamente o contrário. Mas vale lembrar que pesquisas indicam que até 80% das pessoas conectadas na web procuram informações sobre saúde, mas, principalmente, sobre doenças e tratamentos. E que para alguns casos, como por exemplo, do transtorno bipolar e da depressão, outros estudos mostraram que o conteúdo dos sites também era bom.

          Os autores destacam que ao longo das décadas se observa evolução na informação médica veiculada pela internet, mas que, obviamente, ela não exclui o diálogo entre paciente e provedor de saúde. De fato, eles sugerem que a informação coletada na rede seja discutida com o médico.  É um jeito direto de dizer que nenhum médico vai perder pacientes para o “Dr Google”. (Klila et al. Quality of Web-based information on obsessive compulsive disorder.  Neuropsychiatric Disease and Treatment 2013:9 1717–1723)   

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 11h36

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa "Olha Você" do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP (FM 93.7) e da Rádio Bandeirantes (FM 90.9). Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.

Livro

Alexandre Faisal é coautor do livro "Segregos de Mulher - Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista"



(Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich, Ed. Atheneu).

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