Blog do Dr. Alexandre Faisal

18/02/2014

Gestantes têm preferência pelo sexo do bebê?

    Saber o sexo do bebê é possível logo no início da gestação. Um  estudo paquistanês avalia os  motivos que levam as mulheres a revelar, durante a realização do ultrassom, este segredo 

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          A ultrassonografia tornou-se parte da rotina de cuidados para mulheres grávidas. As gestantes sabem bem disso e não raro solicitam muitos e muitos ultrassons dos seus obstetras. As principais razões médicas para a detecção do sexo fetal são as alterações genéticas. Mas em geral, o que as gestantes querem não tem nada a ver com a questão médica. Muitas desejam apenas se preparar, fazendo o enxoval certo para o futuro rebento que vai nascer. Claro que a preferência por determinado sexo do bebê varia de lugar para lugar e de sociedade para sociedade, mas em geral a preferência é influenciada por aspectos religiosos, culturais, sociais, econômicos e emocionais. Em muitos países asiáticos, tais como China e Coreia, o que e observa é uma constrangedora preferência por meninos. Talvez por imaginar que, lá, os meninos se tornarão adultos capazes de cuidar dos pais na velhice. 

          Um estudo paquistanês traz algumas novidades sobre o tema. O estudo objetivou determinar a proporção de gestantes que queriam saber o sexo fetal, no momento da realização da ultra-sonografia e as razões por trás desta preferência. Vejamos como andam os desejos maternos paquistaneses.  No geral, 15,2% das mulheres tiveram preferência por uma criança do sexo masculino, 10,8% pelo sexo feminino e 74% não tinham preferência. Curiosamente menos de 1/3 das gestantes queriam saber o sexo fetal. Mais um dado curioso: não foi encontrada nenhuma relação entre a preferência por sexo e sexo dos bebês anteriores. Ou seja, ter tido uma menina ou menino antes não interfria na preferência do bebê que estava por nascer. Para concluir as razões mais citadas para saber o sexo do bebê foram em ordem crescente: pai ou parentes queriam saber, fazer planos e curiosidade. E a razão mais citada para não saber foi “deixar na mão de Deus”. Neste caso, é literalmente o caso de “deixar na mão de Deus”, em vez de “deixar na mão do ultrassonografista”. (Shukar-ud-din et AL. Reasons for disclosure of gender to pregnant women during prenatal ultrasonography.   International Journal of Women’s Health 2013:5 781–785)

 

 

 

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 12h54

Sobre o Autor

Alexandre Faisal é ginecologista-obstetra, pós-doutor pela USP. Formado em Psicossomática pelo Instituto Sedes publicou o livro "Ginecologia Psicossomática" (Editora Atheneu). Participou do programa "Olha Você" do SBT e atualmente é colunista da Rádio USP (FM 93.7) e da Rádio Bandeirantes (FM 90.9). Já realizou diversas palestras médicas no país e no exterior. Apresenta palestras culturais em empresas sobre temas que tratam do universo feminino (Amantes na Arte, Mentes Inovadoras, O Erotismo).

Sobre o Blog

Acompanhe os boletins do "Saúde feminina: um jeito diferente de entender a mulher" que discutem os assuntos que interessam às mulheres e seus parceiros. Uma abordagem didática e bem-humorada das mais recentes pesquisas nacionais e internacionais sobre temas como gravidez, métodos anticoncepcionais, sexualidade, saúde mental, menopausa, adolescência, atividades físicas, dieta, relacionamento conjugal, etc. Aproveite.

Livro

Alexandre Faisal é coautor do livro "Segregos de Mulher - Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista"



(Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich, Ed. Atheneu).

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